Puerpério, o primeiro trimestre e a benção de uma rede de apoio

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Nasce um bebe, nasce o maior amor do mundo, nasce uma mãe e nasce um mundo de inseguranças. De um lado o sexto sentido feminino e o instinto mamífero do outro toda complexidade da mente humana. Será que estou fazendo certo? Será que sou capaz? E isso combinado com uma avalanche de emoções e hormônios. A gente chora de tanto amor agradecendo a Deus por aquele presente e também de cansaço, medo, solidão. O Puerpério sem dúvida nenhuma é um período muito intenso e muito difícil. Ninguém nunca me disse que era assim. Mentira, até disseram, mas a gente só entende quando está vivendo ele. A gente acha que o bebe nasce e a amamentação rola lindamente. Primeiro choque, temos aprender, nós e o bebe. E dói, dói para caramba. Eu e Maria ficamos uma semana lutando até nos acertar. E nos acertamos e ficou tudo bem. Porque vale muito a pena, muito mesmo.

Passei os primeiros quinze dias dentro do quarto dela rosnando para quem se aproximasse. Mãe leoa, urso, cachorra ou qualquer outro mamífero com seu filhote. Foi muito intenso muito viceral muito necessário e muito cansativo.

Minha bebezinha se acostumando com esse mundo. Chorando muito e só o colo/peito dava segurança pra ela. Esse momento é muito da mãe e do bebe e só de imaginar alguém se aproximando e segurando minha cria já me dava vontade de chorar.Todo mundo que teve contato comigo nesse tempo foi incrível, ninguém nem pediu pra segurar ela, o que confortou esse coraçãozinho. (Hoje já quase não sofro, podem pedir amigos, rs)

Nós mães ficamos muito fragilizadas nesse momento, e foi aí que eu, finalmente descobri o poder da união feminina. Grupo de facebook (que certamente não é o MOMS, rs), amigas mães (<3 Fli), família, doula, obstetra, toda ajuda é bem vinda e eu me senti muito amada e cuidada por todas. Até que recebi do universo um grande presente: eu e um grupinho de amigas que fizeram yoga de grávida nos unimos nas dores e amores da maternidade.

E aí tudo fez sentido, todas na mesma situação, mães de primeira viagem de bebês praticamente da mesma idade. Nosso grupo de whatsapp bomba o dia inteiro, principalmente na hora da amamentação da madrugada. Aqui podemos nos expor sem medo de julgamentos e assim nos fortalecemos. Cada mãe inspira a outra e torcemos por cada vitória dos “nossos” bebês. E aí a licença maternidade se tornou maravilhosa, como o lema “Mãe feliz, bebê feliz” passeamos toda semana (ou tipo todo dia, rs) e não nos abalamos pelas opiniões dos pitaqueiros que os bebês devem ficar em casa reclusos.

E foi assim, que sobrevivemos ao temido primeiro trimestre, ou o quarto trimestre da gravidez. Bebê mamando bem, dormindo bem e mamãe muito feliz.

E por isso meu desejo para todas as novas mamães: coragem, força e muitos passeios deliciosos!!

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Um beijo ultra-hiper-especial para a Dida, doula, parteira e facilitadora de encontro de barrigas <3

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