A obrigação da felicidade plena na Gravidez

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Desde pequena quando me perguntavam qual era meu maior sonho eu respondia sem pestanejar: ser mãe. Quando me perguntavam qual seria minha profissão eu respondia a mesma coisa: ser mãe. Aí a gente cresce e a sociedade moderna te diz que isso é muito pouco, que ser mãe é default e você deve ter sucesso profissional. Ok, estudei, estudei, estudei mais um pouco, trabalhei e trabalho para isso. Mas meu negócio sempre foi ser mãe mesmo. Aí você fica grávida (não vou nem entrar no mérito, você fica grávida, perde o bebê e vive uns meses de ansiedade até engravidar de novo). É para você estar feliz e radiante o tempo todo, né? Você não tem o direito de ficar triste, de querer mais nada, não tá aí realizando seu sonho querida? Claro que sim! Tudo que eu mais queria era ficar grávida, mas eu era invadida por um medo terrível de perder meu bebê mais uma vez, então embora eu quisesse curtir o período da gravidez, eu queria mesmo era ter meu bebê saudável nos braços, tipo deu tudo certo!! Mas mesmo que eu não tivesse esse terror-pânico, a gravidez mexe muito, mas muiiito com a gente. O começo para muitas pessoas, como foi para mim, são 3 (com sorte) são sinônimos de enjôos e indisposição. Eu dormia no banheiro do trabalho, tinha nojo de quase todas as comidas (principalmente as saudáveis que eu estava amando curtir antes de engravidar. Não podia nem ouvir falar de quinoa por exemplo). Vomitei na porta do trabalho e na porta da pós  quando ainda era “segredo” que eu estava grávida. Vomitava quase todo dia de manha de estômago vazio a maravilhosa bile, e vomitei no carro indo e voltando do trabalho inúmeras vezes. Mas tenho que admitir que cada vez que eu vomitava eu respirava aliviada porque era Maria Luisa e Deus me mostrando que eu estava grávida mesmo e estava tudo bem. Quando passou a fase dos enjoos veio a querida azia e eu falava que essa menina ia puxar o pai porque eu nasci e continuei careca até 1 ano quase. Se é lenda da vovó ou não, o fato é que eu tive muita azia e ela nasceu super cabeluda. E depois tinham um chutinhos e a pressão na costela, outros sinais que ela me dava que tava ali firme e forte.

Mas o assunto aqui é outro. A gravidez é um período muito paradoxal, difícil de ser compreendido, até mesmo por uma geminiana. São 9 meses onde tudo está a flor da pele. Eu me chatiei com muitas coisas, impliquei com muitas outras, surtei e briguei por mais outras. A gente não é obrigada a estar feliz o tempo todo, primeiro porque ninguém é feliz o tempo todo nunca, somos seres humanos e a vida não pára para ficarmos grávidas e segundo que a perspectiva da maternidade assusta até os pais mais “preparados”. Eu sempre acreditei que não existia “se preparar” para ser mãe/pai, não importa o quanto, a gente nunca vai estar preparado, isso é um fato. Mas hoje eu entendo quando os mais velhos dizem que o casal precisa de alguma forma encontrar essa preparação. Uma gravidez é um desafio e tanto e abala muito a vida a dois. É preciso ter uma base sólida para sobreviver. Com toda a nossa história eu e o Lee vivemos isso desde novembro de 2012 e foi bem difícil para gente. É preciso muito amor, muito companherismo. Dizem que a ficha só cai para o pai na hora que o bebê nasce, mas os homens precisam de alguma forma ligar essa chave para aguentar e dar suporte para a esposa. Ok, essa é a minha experiência, talvez seja mais suave para outras mulheres, mas acredito que para todas seja uma grande transformação, um renascimento. E não se enganem, vale a pena, vale muito a pena. Para mim a vida não teria sentido se não chegasse nesse momento, a vida antiga já tinha passado da validade e eu estou muito feliz de estar vivendo essa vida nova ao lado da minha família.

esperando Maria Luisa-70-L

3 Comentários

  • Uma família linda !!!! Adorei o post fern… aproveita e se empolga para postar mais e mais ….
    Amo vcss !!! bjs bia #pimentaelimaolovers

  • Thaís Junqueira

    Amei! Lindo mesmo. Muito amor para vocês. Beijão

  • Acompanhando o seu trajeto pelo facebook, pude sentir nas suas postagens algumas coisas que você falou acima, Fe. Mas é isso aí, somos humanos e que saco seria se tudo fosse perfeito. Mil beijos e desejos de felicidade!

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