30 anos depois, o mesmo lugar.

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Foi através, ironicamente, de uma cesárea marcada que eu nasci geminiana com ascendente em capricórnio. Ascendente esse responsável pelo meu lado acumulador, cri-cri e vamos assumir, chato de ser. Mas é ele também quem puxa o gêmeos para a Terra e me faz capaz de ser focada e persistente nos meus objetivos.

Houve quem dissesse “se conseguir normal, né? Pode não ter dilatação, pode não entrar em trabalho de parto” Até o pessoal do lado humanizado duvidou da minha força para parir em algum momento. E mais uma vez meu capricórnio entrou em ação, e em meio a entrega à partolândia eu estava racional, pensando que cada contração a mais era uma a menos pro encontro acontecer (consequências de um 2005 de Los Hermanos eternamente em repeat no meu itunes). No expulsivo, no chamado círculo de fogo, quando a cabeça do neném começa a sair, mais uma vez o racional tomou conta. Eu pensava “não sei quanto tempo é seguro deixar ela ali, foco, força e vamos fazer o que tem que ser feito”. Meu marido falava “pensa no seu pai, como ele te dizia que a melhor forma de nascer é na água”. E foi ali, em uma piscina improvisada na Santa Lúcia, lugar onde a cesárea que me trouxe ao mundo aconteceu 30 anos antes, que pari minha filha. Desde que eu soube que a maternidade tinha reaberto e estava inclinada a fazer partos humanizados eu tinha o desejo que minha filha nascesse lá. Mas foi por sorte que a ocasião que ela decidiu vir ao mundo que a Perinatal, primeira opção da minha médica, estava lotada.

Houve quem dissesse “compra mamadeira, a gente nunca sabe se vai conseguir amamentar”. Eu comprei, muitas até. Mas foi mais uma vez o meu lado racional que tomou conta de mim naqueles primeiros dias sofridos para mim e para ela para tirar a boquinha dela até ela acertar a pega correta. Mais uma vez conseguimos.

Na volta ao trabalho, mais uma vez os pessimistas: “Quando a gente volta a trabalhar tem que desmamar, o peito já não enche tanto, acaba secando”. Por um minuto entristeci, pensei na madrugada anterior quando percebi que realmente meu peito estava mais murcho que o normal, mesmo tendo aprendido durante a licença maternidade que leite é igual lágrima, fabrica na hora. Passadas algumas horinhas, constato: peitos cheios, esperando minha bebê.

Eu queria que minha filha fosse geminiana. A possibilidade dela nascer em câncer (caso passasse das 40 semanas) chegou a me tirar o sono. Nada contra o signo, mas queria que ela fosse uma das minhas. E com 38 semanas ela nasceu, naquela mesma maternidade, no dia e na hora que ela quis, no momento que justamente o signo de capricórnio passava no zodíaco. Maria Luisa, minha filha, das minhas <3

E hoje, no dia do meu aniversário saiu a campanha que eu participei para o Hospital e Maternidade Santa Lúcia. <3

https://www.youtube.com/watch?v=zfubVJppHHM

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